11 de novembro de 2013

Derb qué derb (e vice-versa e da frente para trás)

Ca ganda jogo, este sábado.
E compreendo algumas das queixas (as fundamentadas, não as choradeiras) dos sportinguistas. Se fosse ao contrário também estaria chateado por não ter sido assinalado aquele penalty do André Almeida, aos 114 minutos. E durante a noite de sábado também me queixaria do 3º golo do Cardozo por ter meia coxa fora de jogo, mas acredito que era gajo para dizer (tal como fiz aquando do golo do Montero em Alvalade) “é fora de jogo, pá. Ok, era complicado de assinalar, mas o fora de jogo existe”.
É verdade, eu admito que o árbitro errou nesses dois lances, a favor do meu clube.
Ficou efectivamente o penalty do André Almeida por assinalar, tal como o Cardozo tinha meia coxa fora de jogo, no terceiro golo.
Seria hipócrita da minha parte não o fazer e, se quero ter moral no futuro para me queixar quando for prejudicado, tenho de admitir os lances em que sou beneficiado. Seria hipócrita, por exemplo, ser beneficiado num jogo e no final vir dizer que não se deve falar da arbitragem, para no jogo seguinte sentir-me prejudicado e desatar a desancar nos árbitros como se não houvesse amanhã… assim ao estilo do que o Leopardo Jasmim, treinador dos verdibrancos, fez. Ou como o Jójus faz também, amiúde.
Mas, e é um grande "mas" (ok, esta frase em inglês tem mais piada: “butt, and it’s a damn huge butt you got there, girl…”), houve mais erros e não foram sempre para o mesmo lado!

E, como era de esperar, é ver pela blogosfera fora (e comunicação pouco social) toda a gente passar a pente fino os lances do jogo, falando com uma suposta superioridade moral que não lhes assiste.
Vejo benfiquistas, a falarem sobre o 3º do Cardozo, a agarrarem-se ao argumento que os sportinguistas usaram para “legalizar” o golo do Montero, em Alvalade. E quando leio “não há fora de jogo porque a bola foi passada para trás e quando a bola vai de frente para trás nunca pode ser fora de jogo” (e isto já sou eu a corrigir eventuais erros o ortográficos) só me resta jogar as mãos à cabeça, em quasi-desespero, a pensar… como é possível esta gente passar horas e horas diárias em discussões vazias pela blogosfera futebolística, e nem saberem a porra da lei do fora de jogo?
Chega-se à segunda feira e já há dezenas de gif’s e jpg’s com os lances que tanto se falou no sábado à noite (por entre o álcool e outras substancias ainda mais legais – “qui légau, cara”) e mais alguns lances que ninguém sequer tinha vislumbrado nessa noite: já há imagens de pés em fora de jogo; já se discute pés em riste imediatamente anteriores a um eventual penalty que também teria ficado por assinalar mas que afinal já deixou de ser por causa desse pé em riste; já há foras de jogo mal tirados; já há amarelos que deviam ser vermelhos porque… sim; já há amarelos que não se mostraram e que fariam jogadores serem expulsos mais cedo do que realmente foram… bem, é uma lista muito longa.

No meio disto tudo, da malta que já não sabe apreciar um jogo de futebol (e por vezes faço parte desse grupo) e limita-se a contar erros para um lado e não para o outro, fica uma coisa para a história e que provavelmente não saberemos apreciar como as gerações futuras, as que ainda estão para vir, o farão:

- que grande jogo que foi destas duas grandes equipa, digno de figurar nos capítulos d’O DERBY de Portugal.

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