10 de abril de 2013

Quartos da Champinhons Lig


Imagino que a maioria das pessoas ontem escolheram ver o jogo do Real contra o Gala. Eu teria escolhido o jogo do Borussia, por ser um clube de que gosto bastante e por ser uma eliminatória que estava completamente em aberto.

Felizmente não tive esse problema: Borussia na tv da sala, em ecran grande com um russo a fazer os comentários imperceptiveis, e Galatasaray no portátil, em cima da mesa e com o volume quase no minimo, num castelhano que me pareceu sul-americano.

Bons jogos, principalmente na última meia hora, com Gala e Borussia em cima dos adversários a apertar com tudo. Até o Real de Mourinho parecia encolhido sem conseguir jogar o futebol que se espera das suas vedetas.

Não escondo que estava a puxar pelos alemães e pelos turcos. No caso dos turcos deve-se aos seguintes factores: não gosto (e nunca o escondi) do Real; não escondo que me dava um certo gozo ver uma reviravolta tão épica, caso os turcos virassem a eliminatória; não gostei do facto de Burak Yilmaz ter sido castigado por sofrer uma pisadela dentro da área do Real, na primeira mão (as tais ajudas que Mourinho nunca tem).

No caso dos alemães, vi-me a puxar por uma reviravolta épica (neste momento estava 1-2 para o Malaga) mais por querer ver castigada a falta de inteligência de certos elementos. Em particular, Eliseu. Quase ninguém o refere mas, numa excelente jogada de contra-ataque dos espanhóis, Baptista remata para a baliza e tenho serias dúvidas de que a bola fosse cortada por alguém. Eliseu vai lá e tira o golo ao colega mas, aquilo que quase ninguém fala é que Eliseu estava ligeiramente adiantado à linha da bola, quando Baptista rematou.
Este acto egoísta e nada inteligente merecia ter sido castigado com o devido fora-de-jogo e à conta disso vi-me a querer que o Borussia desse a volta ao marcador.

Por norma sou a favor da ideia de que um erro não anula outro mas o facto de o golo decisivo, em cima da hora, ter sido marcado numa jogada em que há foras-de-jogo em dois momentos distintos deixa-me a pensar que, às vezes, a justiça consegue ser demasiado cruel mas igualmente poética.


Mas que foi um jogo para ser lembrado por muito tempo, disso não há duvida.

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