5 de dezembro de 2011

Agora que a raiva já não me tolda (tanto) a visão


Adeuzinho, ó taça! Pró ano a gente se vê outra vez.

Que o Marutme está a fazer uma época muito boa já era sabido. E também compreendo a rotação do plantel: afinal de contas, sou da opinião de que a equipa que entrou no jogo tem valor para dar conta do recado. Se tivéssemos o verdadeiro Saviola em campo, talvez a história fosse ligeiramente diferente. E é inaceitável uma segunda parte àquele nível. Curiosamente, só voltámos a jogar alguma coisinha com a entrada do divino Aimar, precisamente na altura em que sofremos o primeiro segundo. Roberto Souza nunca mais marca um igual (grande golo, sem espinhas) e o segundo é uma boa jogada, em que o extremo rápido deixa a defesa para trás… pouco mais a acrescentar. Isto depois de um primeiro aviso deles que o Eduardo defendeu. O certo é que o Benfica desperdiçou uma mão cheia de oportunidades que facilmente poderiam dar golo (assim de repente lembro-me do Nolito a rematar quando tinha o Rodrigo isolado ao seu lado, o Rodrigo a cabecear ao lado depois da bola sofrer um ligeiro desvio ou o Aimar a rematar ao lado… junta-se a isto a pouca entrega do Gaitan). Assim é complicado.

No fundo, o que realmente me chateia é mais isto: penalties que nos habituámos ao longo dos anos a ver assinalados a favor do clube-dos-dirigentes-assumidamente-corruptos, com algumas excepções a nosso favor (Di Maria, Simão e mais um ou outro também o fizeram, assinalados erradamente mas não tantos como vocês choram)… como dizia, penalties destes que esta época são considerados “à Sporting”, de tantas rajadas de vento que lhes tem dado… como dizia, quando temos penalties destes que não lembra a ninguém, não aproveitamos!
E temos de aturar os antis todos, apesar de termos perdido, e ouvi-los a chorar (como se tivessem alguma moral para isso) por um penalty mal assinalado a nosso favor, num jogo que até perdemos.

Não ma façam vir para aqui com estatísticas desta época, para não ficarem envergonhados.

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2 de agosto de 2011

O chão a brilhar, à minha volta

Em pouco mais de 12 horas e só à conta do negócio Roberto, tenho o chão limpinho, aqui à minha volta de tanto rebolar no chão a rir.

E porquê? Porque meto-me a ler os comentários dos leitores nos jornalecos e na blogosfera, plenos de teorias da conspiração dignos de um enredo vencedor de Oscares.

Caros “amigos” anti:

- nós, benfiquistas, estamos bem cientes da vossa genuína preocupação com a situação financeira do Saragoça;

- sabemos também que os contornos das vossas transferências são, foram e sempre serão da mais fácil compreensão e limpeza (coisa que nós, evidentemente, nunca conseguiremos);

- temos noção, também, da saudade que sentirão por voltar a ver o Roberto defender redes por este país fora;

- mas, acima de tudo, sabemos da azia que vos corrói por dentro, nestes momentos.

Eu, pessoalmente, nem estou muito preocupado se foram mesmo os 8,6M que recebemos ou não. Não quero saber se foi o Saragoça que deu esse dinheiro todo, ou se mais de metade foi suportado por algum agente que acredita que daqui a dois anos possa rever esse investimento com algum lucro à mistura. Se contempla alguma divida que teríamos em atraso ou não (se assim foi, teria de ser pago algum dia). Por mim até pode ter sido ao estilo do Billasvoas, que teve de pagar do próprio bolso a rescisão (sim, todos sabemos que alguém lhe deu o dinheiro porque certos clubes não quiseram negociar com dirigentes corruptos).

Por mim, mesmo que tivesse saído por metade do preço era uma boa noticia (para o clube – apesar da perda financeira que teria - e para o jogador – que assim pode recomeçar noutro sitio e quiçá dar a volta a uma carreira que por cá estava condenada por muita gente).

Com este dinheiro, seja 8M ou 2M já podemos oferecer algum dinheiro a um clube para que nos levem o Balboa!

(já disse que à minha volta tenho o chão a brilhar, de tanto rebolar no chão a rir das vossas teorias e da vossa azia por causa deste negócio?)

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