27 de fevereiro de 2012

Cheio de hematomas invisíveis


Estas duas semanas foram complicadas, com a violência de 3 resultados negativos seguidos. Mesmo assim este empate contra a Académica deu um certo alento, principalmente na segunda parte, provando que a equipa não está morta e que apenas (mais) uma grande exibição do Peseiro-balizeiro deles e o desacerto da finalização evitou que saíssemos de Coimbra com os 3 pontos que fizemos por merecer.

Com esta brincadeira toda, chega-se ao clássico em igualdade pontual e desvantagem na diferença de golos para com o clube-dos-dirigentes-assumidamente-corruptos. E que conclusões se podem tirar daqui, tendo como mira o jogo da próxima sexta-feira? Algumas:

- se ganhamos contra o clube dos aconselhamentos matrimoniais, a luta será até ao fim do campeonato;
- se empatamos e o Vraga ganha, a luta passa a ser a dois (Vraga vs. Polvo);
- se perdemos (vai de retro, São Tanáz) o campeonato acaba, porque não vejo a Mafia permitir que aconteça mais alguma derrapagem, a partir desta altura do ano.

Estou moderadamente confiante e sempre esperançoso, tendo em conta o que a equipa produziu em termos de caudal ofensivo no Sabado. Não marcámos, mas acardito que foi por ter sido um dia sem exemplo.
Se criarmos tantas jogadas de finalização como nesse dia, o Rolander é gajo para meter uma batata na baliza do Helton-John - eu sempre fui adepto confesso de auto-golos com a mão.

Mas esta conversa toda é antes das nomeações… e já sei que, quando se souber o nome da ave rara com problemas matrimoniais, escassez de vitaminas e a precisar de umas férias no estrangeiro, perco logo quase toda a confiança e instala-se a descrença no futebol luso.
Não vou ver ao vivo mas cá estarei, de blusa vermelha por cima da tshirt encarnada, a roer o resto das unhas que ainda existem e a perfurar os azulejos do chão com o incessante bater do pé, até ao apito final que (espera-se) ditará uma vitória incontestável daquela que tem sido a melhor equipa no que vai de época (se, a esta altura, ainda não perceberam que acho que essa equipa seja o Benfica, merecem é que vos mande trompicar uma árvore centenária).

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7 de novembro de 2011

Terceiro-mundista? Ou Mafia, mesmo?


Nos últimos três anos, uma visita do Benfica ao estádio da Padreira para o campeonato é sinónimo de uma daquelas coisas ali do título. Cada um escolhe o termo que acha que melhor se aplica.

Época 2009/10 – jogador expulso ao intervalo por ser agredido dentro do túnel (versão que se lê muito por aí, carece de confirmação visual porque um estádio novo, construído para o Euro 2004, não conseguiu filmar nada disso). Bolas de golfe.
Época 2010/11 – jogador expulso por levar uma cotovelada no peito e depois acertar de raspão no agressor com a mão no peito deste, assistindo-se depois a uma cena digna de um Golden Raspeberry Award (razzie para os amigos) com o dito agressor a rebolar no chão agarrado à cara. Bolas de golfe.
Época 2011/12 – bola bate no braço de um jogador que o tem encostado ao corpo, mas os árbitros assinalam penalty. Isto depois de a luz ter ido ao ar TRÊS vezes, enquanto o jogo estava empatado, num estádio construído para o Euro 2004, onde nunca tal se tinha verificado (alguém com melhor conhecimento que o desminta, obrigado) e que não voltou a verificar-se depois do dito penalty.

Isto para falar só dos casos mais flagrantes, para a lista não ser demasiado extensa. 
Em comum nestes casos? Tirando a cena da falta de luz, que pode ser discutível, o mesmo clube a ter sempre o "azar". Arrisco a dizer que vários são… bafejados pela “sorte”.

Conclusão fácil de tirar: depois de um certo jogo a sul do país que acabou empatado, era imperativo que outro clube não ganhasse.O "como" pouco importava.

Como é possível o que aconteceu na primeira parte, num estádio novo, que tanto foi gabado nos últimos sete anos? Como querem que acardite tacitamente que não foi intencional o corte de eletricidade, três vezes num curto espaço de tempo, num estádio onde não há historial de tal coisa, quando isso nem acontece em estádios com 30 e 40 anos de existência? Como explicam a água fria nos balneários de um estádio novo que deveria ser de topo ou quase? Fácil. É o regresso às tacticas que se viam no final dos anos 80, inicio dos 90. E nós sabemos onde.



nota: parabéns, pelo menos deixaram as bolas de golfe em casa. É uma evolução positiva, no meio de tanta... porcaria, como diria o CásQuêroz.

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