12 de junho de 2012

Por Entrefolhos Dinamarqueses

Recuperado do desgosto que foi o jogo de sábado, cujo 15 minutos finais foram vistos com um olho aberto e outro fechado, creio que é importante levantar a moral das tropas. Nada melhor do que uma breve estória, triste mas com um final muito feliz.

Era eu ainda um rapaz imberbe, numa luta injusta com as borbulhas do rosto que pouco a pouco conquistavam  cada vez mais centímetros, o meu pai decide que a humilhação a que era sujeito todos os dias ainda não era suficiente. Vai dai decidiu colocar-me no rancho folclórico. Escusado será de referir, que vindo eu de um meio pequeno, logo após a primeira actuação, não tive que me preocupar com mais borbulhas nenhumas. O tom arroxeado que a minha cara apresentava das sucessivas surras que levava disfarça na perfeição as crateras que por lá habitavam.

Sinceramente pensei em se valeria a pena continuar a habitar neste mundo. Ninguém deveria estar sujeito a tamanha provação. Só o amor ao meu clube, o qual ainda não tinha visto celebrar o campeonato  me dizia que a minha função ainda não estava cumprida.

Tudo parecia negro até ao dia que me informam que iríamos participar num evento com ranchos de todo o mundo. Numa primeira instância pensei que era mesmo isto que eu precisava! Ser humilhado internacionalmente.  Quando chegamos ao certame arrependi-me amargamente de todo o mal que tinha dito. Apaixonei-me em milésimos de segundo por uma saloia dinamarquesa e vi no seu olhar que a paixão era recíproca. Por entre olhares e acenos de cabeça cruzamos por detrás do palanque do DJ e numa fracção de segundos éramos um só. Mas na minha vida nada me seria dado sem sacrifício. Só quem nunca andou neste meandros pode dizer que é fácil despir o traje típico destas moçoilas. Desesperado, furioso, atarantado vi-me enrolado, qual peixe numa rede pesca, nos entrefolhos da dinamarquesa. Levamos 3 horas só para nos conseguirmos separar por entre injurias escadinavas.

Mas enquanto eu era apenas mais um para fazer número, ela era a estrela da companhia. Tiveram uma actuação paupérrima. Mais ou menos igual à minha e nós acabamos por vencer o desafio. Por isso a minha sugestão para amanha é a seguinte. Mandar a Irina, a Daniela Martins, falar com a Diana Chaves e a Liliana Santos directamente para o balneário dinamarquês e esperar que os moços tenham a mesma mentalidade que um puto de 15 anos. Eu sei que no balneário português funcionava na perfeição.

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